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Quanto ganha um mentor?

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Não existe um salário de mentor. Mentoria é um serviço, e o quanto um mentor ganha depende de como ele trabalha: o modelo que escolhe, para quem entrega, que problema resolve e quantas pessoas consegue acompanhar bem. Dois mentores com a mesma experiência podem ter resultados muito diferentes. Neste artigo, explico de que depende esse valor e como chegar ao seu preço sem copiar a tabela de ninguém.

Por que não existe uma faixa pronta

Quando alguém pergunta “quanto ganha um mentor?”, quase sempre espera um número. O problema é que qualquer número solto engana. Quem acompanha executivos de uma multinacional e quem ajuda profissionais em início de carreira fazem trabalhos diferentes, para clientes diferentes, com preços diferentes. E nos dois casos o resultado depende do que o mentor faz com a própria agenda, não só do que ele sabe.

Por isso eu prefiro mostrar os fatores. Com eles, você consegue responder a pergunta para o seu caso.

De que depende o valor

  1. O modelo de entrega. Sessões avulsas, um programa individual com começo, meio e fim, uma turma em grupo ou um programa para empresas. Cada modelo tem um preço e uma capacidade diferentes.
  2. Para quem você entrega. Pessoa física paga do próprio bolso. Empresa paga pelo resultado no time. A conversa de preço muda nos dois casos.
  3. O problema que você resolve. Quanto mais claro e importante o resultado para o mentorado, mais fácil mostrar o valor do seu trabalho.
  4. A prova que você tem. Casos reais, com autorização, pesam mais do que qualquer argumento de venda.
  5. O tempo que você tem. Quantos mentorados você consegue acompanhar bem ao mesmo tempo, sem que a qualidade caia.

Os modelos mais comuns

  • Mentoria individual. O acompanhamento mais próximo, com um objetivo combinado por escrito. É onde quase todo mentor começa. O limite é o seu tempo.
  • Mentoria em grupo. Uma turma com o mesmo objetivo. O preço por pessoa costuma ser menor, e os mentorados aprendem também uns com os outros. Pede mais estrutura, porque o processo precisa funcionar para várias pessoas ao mesmo tempo. Foi o caminho da Jaqueline Cenerine.
  • Mentoria para empresas. Programas para líderes ou equipes, contratados pela empresa. A venda é mais longa e exige mostrar o retorno do programa para o negócio.

Como chegar ao seu preço

  1. Defina o resultado. Escreva, numa frase, o que o mentorado consegue ao fim do processo. Sem isso, você acaba vendendo horas, e hora é sempre comparada com a de outra pessoa.
  2. Conte o tempo real. Some as sessões, o preparo, as mensagens entre um encontro e outro e o acompanhamento das tarefas. A maior parte dos mentores iniciantes esquece metade disso.
  3. Compare com o que o resultado vale para o cliente. O preço justo fica entre o que o seu tempo custa e o que o resultado vale para quem compra.
  4. Teste e ajuste. Os primeiros mentorados mostram se o preço, o formato e a promessa fazem sentido. Ajuste a cada turma ou a cada novo contrato.

Se a dificuldade for cobrar, e não calcular, leia Como cobrar um alto valor pelo seu produto ou serviço e o caso da Mariah Nascimento, que travava justamente aí.

Três erros comuns

  • Copiar a faixa de preço de outra pessoa. O preço dela reflete o público, a prova e o modelo dela.
  • Cobrar por hora quando você entrega um resultado. Se o mentorado sai com um objetivo alcançado, o preço deve falar desse objetivo.
  • Dar desconto sem mudar o escopo. Se o preço cai, algo na entrega também precisa mudar. Senão você ensina o cliente a pedir desconto sempre.

Por onde começar

O valor de uma mentoria depende muito mais de como ela está montada do que da experiência de quem mentora. Se você quer saber em que ponto está, o diagnóstico gratuito M.E.T.R.I.C.S. mostra, em 10 a 15 minutos, como você está no pilar de Receita & Modelo de Negócio e nos outros cinco.

No vídeo abaixo, eu falo mais sobre como vender a sua mentoria.

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